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10/05/2018
COPEL, A MAIOR EMPRESA DO PARANÁ NO 36º ANIVERSÁRIO DE CANTAGALO

                Ontem contamos um pouco da história da ITAIPU BINACIONAL, uma das Autarquias que estão colaborando financeiramente para que as atividades referente às comemorações do 36º Aniversário de Emancipação de Cantagalo fosse possível. O patrocino foi solicitado pelo prefeito Jair Rocha especificamente para essa finalidade, pois fazer festa usando recursos próprios do município seria um contra senso diante da realidade financeira que a atual administração encontrou as finanças públicas em janeiro de 2016.

                Hoje vamos falar um pouco de outra autarquia estadual, cujos diretores também decidiram utilizar um pouco dos recursos destinados aos apoios culturais, colaborando para que esse grande evento pudesse ser realizado. 

 Copel

                A Copel - Companhia Paranaense de Energia, maior empresa do Estado, foi criada em 26 de outubro de 1954, com controle acionário do Estado do Paraná, abriu seu capital ao mercado de ações em abril de 1994 (BM&FBovespa) e tornou-se em julho de 1997 a primeira do setor elétrico brasileiro listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Sua marca também está presente, desde junho de 2002, na Comunidade Econômica Européia, com seu ingresso na Latibex – o braço latinoamericano da Bolsa de Valores de Madri. A partir do dia 7 de maio de 2008, as ações da Copel passaram a integrar oficialmente o Nível 1 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores Mercadorias e Futuros – BM&FBovespa.

                A Companhia atende diretamente a 4.515.938 unidades consumidoras em 394 municípios e 1.113 localidades (distritos, vilas e povoados) paranaenses. Nesse universo incluem-se 3,6 milhões de lares, 78 mil indústrias, 384 mil estabelecimentos comerciais e 356 mil propriedades rurais. O quadro de pessoal é integrado por 8.453 empregados.

                Sua estrutura compreende a operação de:

                - Parque gerador próprio composto por 30 usinas próprias e 11 participações, cuja potência instalada totaliza 5.675 MW – 93% proveniente de fontes renováveis como hídrica e eólica – e que responde pela produção de algo como 4% de toda eletricidade gerada no Brasil.

                - Sistema de transmissão formado por mais de 4 mil km de linhas e 45 subestações automatizadas.

                - Sistema de distribuição com 195 mil km de linhas – a terceira maior do País - e 362 subestações automatizadas.

                - Sistema óptico de telecomunicações com 30 mil km de fibras, atendendo a 49 mil clientes nas 399 cidades do Paraná e em duas de Santa Catarina.

                Hoje as usinas, linhas de transmissão e de distribuição da Copel irradiam luz e oferecem conforto e paz social para todo Estado do Paraná e Estados vizinhos. Este cenário de progresso vem sendo conquistado ao longo de seis décadas, com base no potencial hidráulico, no domínio tecnológico e, principalmente, no espírito empreendedor e na capacidade criativa dos seus quadros técnicos e profissionais.

          História

                1954 - Através do Decreto n° 14.947 de 26 de outubro de 1954, assinado por Bento Munhoz da Rocha Netto, o Governo Estadual criou a Copel – Companhia Paranaense de Energia Elétrica, e desde 14 de agosto de 1979 apenas Companhia Paranaense de Energia, tendo como base principal para a integralização de seu capital o Fundo Estadual de Eletrificação.

                1956 - Com o Decreto n° 1.412, de 1956, a Copel passou a centralizar todas as ações governamentais de planejamento, construção e exploração dos sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comércio de energia elétrica e serviços correlatos, tendo incorporado todos os bens, serviços e obras em poder de diversos órgãos. Coube-lhe, então, a responsabilidade pela construção dos grandes sistemas de integração energética e dos empreendimentos hidrelétricos previstos no Plano de Eletrificação do Paraná.

                Em 1º de agosto do mesmo ano, a Companhia assumiu pela primeira vez o serviço de distribuição de energia de um município do Estado: Maringá. Centro urbano que despontava no Noroeste do Estado, Maringá apresentava um rápido crescimento demográfico. Com a chegada da Copel e da energia elétrica, o desenvolvimento do município acelerou ainda mais. Na sequência, viriam Apucarana, Campo Mourão, Mandaguaçu, Pirapó e Cambira.

                1960 - Encontrar uma solução definitiva para o abastecimento de energia elétrica em larga escala constituiu-se no maior desafio para a Copel durante a década de 1960.

                1963 - A entrada em operação em 1963 da Usina Termelétrica de Figueira (20 MW), no Norte Pioneiro, foi de fundamental importância para a implantação do Plano Estadual de Eletrificação, viabilizando os sistemas de interligação que beneficiaram as Regiões Norte e Centro.

                1966 - Em 1966, a Copel incorporou a distribuição de dois importantes municípios do Oeste: Cascavel e Foz do Iguaçu.

                1967 - Em 1967, a Copel inaugurava a Usina de Salto Grande do Iguaçu (15,6 MW), que veio atender ao sul do Estado.

                1970 - Em 1970, entrava em operação a Usina Julio de Mesquita Filho (Foz do Chopim), com 44 MW, redenção energética do sudoeste e oeste.

                1971 - Inaugurada a Usina Governador Parigot de Souza, inicialmente conhecida como Capivari-Cachoeira, recebeu seu nome em homenagem ao Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, que liderou o Paraná entre 1971 e 1973, e foi, também, presidente da Copel. É a maior central subterrânea do sul do Brasil e possui a potência de 260 MW. No momento da sua inauguração, era a principal unidade geradora da Copel e a maior usina em funcionamento no sul do Brasil, passo definitivo na constituição de uma infra-estrutura energética capaz de suportar e acelerar o desenvolvimento paranaense.

                1973 - A Copel deu um salto no número de consumidores ao assumir a distribuição de energia de diversos municípios do Estado. Em 1º de agosto, a Companhia incorporava a Companhia Força e Luz do Paraná, que atendia Curitiba. Nos 80 anos anteriores, o serviço passara por sete distribuidoras. Em 17 de outubro do mesmo ano seria a vez de Ponta Grossa.

                1974 - No dia 1º de junho a Copel assumiu a distribuição de energia de Londrina. Desde 1938, data da primeira ligação de energia no município, a distribuição havia passado pelas empresas Gastão Mesquita & Davis e pela Empresa Elétrica de Londrina.

                1977 - A Copel lança um programa de inclusão elétrica que facilitava a compra de um padrão popular de entrada de serviço, o que contribuiu para a levar energia elétrica a 20 mil residências.

                1980 - Foi inaugurada a Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, anteriormente denominada Foz do Areia, é uma homenagem ao Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, que liderou o Paraná de 1951 a 1955. 

                Possui a potência de 1.676 MW, equipada com unidades geradoras que eram então as maiores existentes no Brasil. Com sua operação, a geração própria da Copel atingiu 2,9 bilhões de kWh, contra 1,9 bilhões do ano anterior.

                1981 - Em julho, a Copel alcançou a marca de 1 milhão de consumidores ligados à rede de distribuição. A ligação foi feita na residência de Márcia e Antônio de Souza Bandeira, casal que residia no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba.

                1984 - Iniciada pela Copel na década de 1960, a eletrificação rural no Paraná apresentou um salto com o lançamento do Clic Rural, em 1984. Em pouco mais de seis anos, o programa viabilizou 163 mil ligações de energia no campo. A iniciativa também propiciou o desenvolvimento de um agronegócio pujante, hoje referência internacional no setor.

                1986 - Em outubro a Copel alcançou a significativa marca de 1,5 milhão de clientes no Paraná (são hoje 4 milhões). Quem protagonizou essa conquista foi o consumidor Faustino Gogola, que conseguiu ter acesso à energia elétrica através do então programa de eletrificação “Clic Urbano”. Sem condições de pagar pelos custos de uma ligação convencional, Faustino, que vivia no Jardim Ipê, em Curitiba, foi presenteado com uma televisão em cores e o carnê das prestações de sua ligação de energia quitado.

                Naquele ano, bastava dar uma olhada para trás e ver o quanto a Copel e o Paraná cresciam. A Companhia havia levado 27 anos (1954 a 1981) para alcançar a marca de 1 milhão de consumidores e somente cinco para aumentar outros 500 mil. A conquista se deu em meio ao racionamento de energia decorrente da forte estiagem que chegou a secar o reservatório da Usina Capivari-Cachoeira (GPS).

                1990 - Neste período houve no Estado um intenso crescimento do mercado de energia, exigindo esforços cada vez maiores para atender à demanda. Foram elaborados novos projetos, destacando-se o início do empreendimento da Usina de Segredo e a concessão para construir a Usina Hidrelétrica de Salto Caxias, ambas consolidadas na década de 90.

                1992 - Inaugurada em setembro, a Usina Hidrelétrica Governador Ney Aminthas de Barros Braga, anteriormente denominada de Usina de Segredo, recebeu seu nome em homenagem ao Governador Ney Braga, que liderou o Paraná por duas vezes, de 1961 a 1965 e de 1979 a 1982. Possui a potência de 1.260 MW e reduziu a dependência paranaense de energia comprada de outros Estados. Teve como marco fundamental o primeiro Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) no Brasil para uma usina hidrelétrica.

                1999 - Em fevereiro entrou em operação a Usina Hidrelétrica Governador José Richa, anteriormente denominada de Salto Caxias, recebeu seu nome em homenagem ao Governador José Richa, que liderou o Paraná de 1983 a 1986. É uma das mais importantes da Copel e possui capacidade de 1.240 MW de potência, denotando assim um novo avanço na geração de energia elétrica, com consequências positivas no desenvolvimento do Estado do Paraná.

                2001 - Entrou em funcionamento a primeira célula a combustível a operar no Hemisfério Sul, para suprir o Centro de Processamento de dados - CPD da Copel, no Pólo do Km 3, em Curitiba.

                2002 - O Governo do Paraná anuncia o cancelamento do processo de privatização da Copel, iniciado em 1998.

                2003 - Com a automação da subestação Jardim Tropical, em Sarandi, no Noroeste do Estado, a Copel se tornaria a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a automatizar todas as suas subestações de transmissão.

                2004 - A Copel completou 50 anos de existência no dia 26 de outubro. Para celebrar essa data, além das cerimônias realizadas no Paraná, a Copel participou do evento "Opening Bell", sendo homenageada na Bolsa de Nova Iorque em 22 de novembro.

                2005 - Inaugurada a Usina Hidrelétrica de Santa Clara, no rio Jordão. O início da geração comercial do primeiro grupo gerador ocorreu no dia 31 de julho e injetando no sistema elétrico da Copel mais 60 MW.

                2006 - Inaugurada a Usina Hidrelétrica de Fundão, no rio Jordão. O primeiro grupo gerador da usina começou a operar em junho, e o segundo grupo entrou em operação em agosto, completando 120 MW de potência instalada.

                2008 - As usinas de propriedade da Elejor (Santa Clara e Fundão) recebem autorização da ONU e tornam-se as primeiras hidrelétricas no Brasil a poderem comercializar certificados de Créditos de Carbono. 

                Começam as obras de construção da Usina Hidrelétrica de Mauá, no rio Tibagi.

                2011 - Em maio, a Copel realiza o lançamento da pedra fundamental da Usina Hidrelétrica Colíder, primeiro de quatro aproveitamentos hidrelétricos previstos no curso do rio Teles Pires, no norte do Mato Grosso. Com previsão de início de geração de energia em janeiro de 2015, a hidrelétrica irá operar com 300 megawatts de potência - o suficiente para atender uma cidade com 850 mil habitantes.

                2012 - Após concluir todas as fases do programa Luz para Todos, a Copel conquistou a universalização do fornecimento de energia elétrica no Paraná. O reconhecimento, formalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi o marco para o início de uma nova era, em que o foco é a modernização e a automatização das redes de energia.

                2013 - Em junho deste ano, a administração da companhia aprovou a aquisição de sete parques eólicos localizados no Estado do Rio Grande do Norte. Com previsão de entrar em operação no início de 2015. As obras da Pequena Central Hidrelétrica Cavernoso II que iniciaram em 2011, foram concluídas e a PCH começou a operar a plena capacidade comercial.

                2014 - Em 27 de agosto a Copel lança o programa Mais Clic Rural, com a meta de investir R$ 500 milhões em três anos na implantação da tecnologia de redes inteligentes no interior do Paraná, melhorando a qualidade do fornecimento e re-estabelecendo o sistema com muito mais rapidez em caso de desligamentos.

                2015 - Em janeiro, a Copel institui uma empresa de comercialização para atuar no Mercado Livre, para atuar na compra e venda de energia, além de consultoria.

                Em agosto a Copel liga seu consumidor número 4,5 milhões: uma residência em São José da Boa Vista, no Norte Pioneiro.

                Inauguração de três complexos eólicos da Copel no Rio Grande do Norte - Brisa Potiguar, São Bento e São Miguel do Gostoso, somando uma capacidade instalada de 330,5 MW em 15 parques, e fazendo com que as fontes renováveis respondessem por 93% da capacidade total da empresa.

                2016 - Entrada em operação das primeiras linhas de transmissão da Copel fora do Paraná, com dois empreendimentos conectando o Paraná ao Mato Grosso e um no Maranhão.

                Criação da Diretoria de Governança, Riscos e Compliance, que intensifica a promoção da cultura de transparência e sustentabilidade na empresa, antecipando as exigências da Lei das Estatais e da Lei Anticorrupção.


 
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